Poema – Cárcere da Espera

CÁRCERE DA ESPERA

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Aprisionado em uma gaiola de aço
Sob uma chuva lacrimosa
Realmente não sei o que faço
Se perdendo pela janela silenciosa
O tamborilar da chuva e o frio
Trazem consigo a companheira solidão
As lágrimas celestes escorrem em rio
Abraço-me buscando algum perdão
Tudo que vejo são lágrimas escorrer
pelas janelas da prisão de aço
A impressão que nada pode me socorrer
E percebo a espera sem saber o que faço
O tempo se vai arrastando cruelmente
Cada gota a escorrer uma eternidade
Tento esperar o inalcançável dignamente
Quando a espera acaba, resta dignidade?
Estou tremendo de frio
Ou seria o frio do vazio?
O toque gélido da solidão confusa
Em minha pobre alma difusa…
                              — RYTS esperando no carro a hora da prova em dia de chuva…

 RYTS

Poema – Cárcere da Espera

Apenas uma carcaça vazia movida a engrenagens desconexas, que busca alívio nas palavras vãs de um desabafo doloroso.

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