Murmúrio Gélido

Murmúrio Gélido

Vivo a plenitude de meu ódio!
amando a mazela que me devora:
uma bela bruxa que agora,
me fascina com seus negros olhos.

Oh, lua negra, eu te imploro!
não me mate antes desta aurora;
só te escrevo estas palavras simplórias,
porque te amo com todo o meu ódio.

E não esqueço de ti, de seus abraços e acalantos frios;
sussurrando com a sua voz de seda,
mágoas e mágoas sem fim.

Que ecoam em mim como terríveis calafrios;
de delicadas mãos de feiticeira:
as mãos frias de Lilith.

Murmúrio Gélido

Apenas uma carcaça vazia movida a engrenagens desconexas, que busca alívio nas palavras vãs de um desabafo doloroso.

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