Influência da Religião

Influência da Religião

Reparei hoje como já faz um bom tempo que não posto nada sobre as manipulações, controles e ignorâncias e afins. Ando ocupada demais com a Lady Fae que parei de escrever sobre isso…

Por esta razão, estou postando um texto que me enviaram. Infelizmente não sei de onde foi retirado, mas que aborda aspectos interessantes sobre tal controle que eu ainda não havia mencionado.

Venho, hoje, falar-vos da religião e da influência que detém sobre diferentes sociedades. Esta, chega a nós como uma concepção geral que cada povo vai adequando aos seus costumes e crenças. Todavia, será esta concepção uma influência universalmente justa que visa ainda a felicidade humana? Admitindo as distintas religiões do mundo, a fé a elas adjacente não pressupõe apenas união ou perfeição, pelo contrário. A fé é responsável por hediondos actos humanos que chegam a atentar contra a nossa própria natureza, não contemplando, além disso, o progresso da Humanidade…

Neste âmbito, apelo-vos, estimado auditório, para que reflictam comigo, partindo de uma verdade: a religião cria diversos problemas no mundo devido aos diferentes códigos e condutas que contempla. Estes condicionam, muitas vezes, a vida dos seus seguidores. Tomo como referência o Catolicismo, que desde o século IV, condena o aborto em qualquer estágio e em qualquer circunstância, mesmo que signifique a morte da mãe, a infelicidade da futura criança ou graves mazelas em ambas. Noutras religiões, o homem é que decide o que fazer à vida que a mulher carrega e, ainda, pode ser negado o direito a abortar à mesma se o feto tiver sido concebido durante um período de retiro religioso (Budismo, Hinduismo e o Hare Krishma). O mesmo se passa com a Eutanásia e ainda com a oposição ao uso de métodos contraceptivos o que contribui para a miséria e para a super população. Poderá a religião decidir, desta forma, a vida dos seus fiéis?

Por outro lado, se é verdade que a religião responde à questão da criação do mundo, hoje, cara turma, mostro-vos que é também fonte de interrogações e dúvidas às quais não encontramos resposta… Caso contrário… Se Deus é assim tão bondoso e grande, porque é que há tanta fome no mundo? E miséria? E mortes? E catástrofes? E porque é que até os mais fiéis e mais pobres sofrem? E se Deus foi sempre o mesmo, como é que o que hoje é um instrumento de fé, amanhã é uma ofensa à moral e aos bons costumes (caso das Bulas das Indulgências)? Será a vossa sensibilidade e curiosidade, meus caros, capaz de ignorar tamanhos enigmas?

Para além disso, se olharmos em volta reparamos que desde sempre as religiões se revelam um palco de intrigas e desordem ao invés de assumirem o carácter solidário que lhes compete. É certo que a religião foi e é também motivo de paz, unindo nações, mas vamos ignorar as guerras que desencadeia? Só se for porque os deuses apelam à guerra em prol do bem e da vida da Humanidade! Que ridículo! Exemplo disto é Ala que proclama a Jihad como um instrumento de propagação da fé islâmica, levando-me a recordar-vos que, em nenhuma instância, retirar a vida a um ser justifica um qualquer acto de fé.

Como se não bastasse, esta e outras religiões promovem ainda a desigualdade entre os sexos, obrigando a mulher a repartir o seu marido com mais uma, duas ou três. Gostariam as colegas presentes de passar por tal situação, desrespeitadora até da vossa dignidade?

Posso ainda reconhecer nas doutrinas a discriminação no caso da homossexualidade, uma vez que já no Levítico (20:13-14) se dizia “Se um homem coabitar sexualmente com um varão, cometerão ambos um acto abominável; serão os dois punidos com a morte; o seu sangue cairá sobre eles.” ou ainda na recusa da prostituição e da sua legalização.

Isto é inconcebível! Na sua essência, grande parte das religiões promulgam a igualdade entre os Homens e a prática do bem tendo em vista a vida eterna, não a discriminação! Se somos todos iguais (à luz de um Deus), então, todos devemos ter o mesmo direito a viver, independentemente da raça, sexo ou orientação sexual que uma determinada religião insiste em menosprezar. No entanto, tal não sucede… E ainda dizem que os crentes é que são discriminados!

Meus amigos, ainda assim, poderão ponderar: “Mas, Joana, a religião garante ao Homem a vida eterna e é nos deuses que o Homem procura um rumo correcto, reconforto, recompensa ou perdão e penitência pelos seus pecados…”. Contudo, eu digo-vos que embora possam ter razão, a boa conduta parte da dignidade de cada um e para além disso, há outras duas terríveis realidades que me fazem recusar a influência da religião: o entrave ao avanço da Ciência nos campos da genética e, na Medicina, a recusa das transfusões de sangue, sujeitando os fiéis à morte ou a uma deficiência. Valerá, então, a pena sucumbir ao poder da religião, sobrepondo-o à oportunidade de se viver saudável?

Eu, ela, ele, todos nós, seres vivos, racionais e humanos não podemos, de modo algum, ignorar o atraso (intelectual, científico…) que a intervenção religiosa estabelece nas diferentes sociedades. Infelizmente, temos até de lhe reconhecer algum mérito já que valores descabidos como o preconceito se perpetuam de geração em geração.

O poder da religião só comprova, deste modo, a ilusão a que o Homem está submetido, pois cada vez mais se verificam “guerras” religiosas e atentados contra a felicidade humana, distanciando a prosperidade, pelo que com toda a certeza vos digo, à semelhança de Karl Marx:
“A religião é o ópio do povo”.

Texto de Joana Francisca

 

 

 

Influência da Religião

Apenas uma carcaça vazia movida a engrenagens desconexas, que busca alívio nas palavras vãs de um desabafo doloroso.

4 thoughts on “Influência da Religião”

  1. MUITO LEGAL O TEXTO, but, não há como mensurar como seria nossa sociedade sem religião.
    Todos nós precisamos acreditar em algo obscuro e misterioso que possa sobressair á nós mesmos. TODOS NÓS. E não acreditar em nada, é acreditar em alguma coisa.
    Explico: quando nos opomos á religião, acreditamos em nosso potencial individual, mortal, fatídico, findável. Passamos a crer em aspectos diferentes de nosso destino e caminho. E pensamos no sobrenatural, na intuição, no empurrãozinho do destino. Mas quem comanda o destino? Não sei. Mas ele existe.
    Realmente a religião é controladora, mas seres humanos vivem em regras ou tudo seria uma grande loucura. Não tenho religião mas respeito muito quem tem. Só acho absurdo os abusos cometidos, mas nem tudo é perfeito. E não precisa ser cristão, budista, xintoista, etc., para saber disso.

    Amo seu blog fia.

  2. Concordo sim que temos sempre de voltar nossa mente para algo, seja ela religiao ou não. Mas a questão que me reprova e desanima é o modo cego que as pessoas fazem isso, ou melhor, deixam serem cegas. Param de pensar por si mesmas…

  3. Mas isso vai de mentes fracas sabe. Quem tem pouca força de vontade acaba sendo vítima dessas pessoas. O mais engraçado é que elas são felizes assim. Quem ás pode condenar?
    Sou contra abusos, principalmente os fisicos, e varias coisas que varias religiões escondem, mas não posso deixar de observar que o poder controlador das mesmas é dado por nós, caso contrario, não seria dessa forma.

  4. Bom, eu não acho realmente correto isso, mas de certo modo invejo a felicidade dessas pessoas…. Esse é o custo que pagamos por pensarmos: perder essa felicidade e alegria da vida…

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