Fim! O Fim?

E então isso seria o fim?

O tão temido ponto final de nossas histórias, me soa como a exclamação gramaticalmente correta

Não existem motivos para se apegar ao que não é eterno, mas sim a tudo que podemos levar desse involucro carnal: nossas histórias. Ser mais do que apenas um nome enterrado, mas sim o lembrado por nossas ações. O medo de ter passado uma vida vazia frequentemente inunda meus pensamentos nessas horas.

Quando alguém morre, seu legado permanece, mas e o meu? Quem ficará para lembrar meu nome quando eu não estiver presente? Ninguém…

Mas mesmo com esta certeza solitária, me sinto livre para ir, mesmo sem ninguém para velar por meu nome.

E é assim que tudo termina. A única certeza que posso ter sobre a morte é que nada sobrevive a ela, apenas meu corpo em decomposição, a sujeira eterna que para sempre ficará escondida embaixo da terra.

Fim! O Fim?

Apenas uma carcaça vazia movida a engrenagens desconexas, que busca alívio nas palavras vãs de um desabafo doloroso.

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