Crônica de Bolso

É tão leviana a arte de escolher pelo que lutar. É tão efêmera a decisão de optar pelo que cultivar e levar adiante… O tempo faz com que as coisas, realmente, se percam em meio as mudanças, e o ser humano tem a irritante mania de não conseguir lutar contra a ”pressão dos dias passados”.
E então, você sente que assistindo a filmes assim, ao seu redor, você também não consegue mais fazer com que aquilo, que era tão necessário, continue vivo dentro de você, como uma vela em um dia sem energia. E aí, a saudade se torna um oximoro sem graça e a incerteza uma metáfora muito mais do que viva.
E quando você, enfim, pensa que, no fim, tudo vai dar certo, jogam um balde d’água em cima de você e dane-se… Não importa o que você realmente pensava sobre, só aceite. E então, fica tão difícil entender…
Aí, você se arrepende de não ter dado toda a atenção que alguém cobrava de você… Se arrepende de não ter dito aquilo naquele momento em especial… De não ter feito, não ter tentado, não ter avisado, não ter ligado, não ter cumprido a promessa, não ter se lembrado… E então passou.

 

 

Crônica de Bolso

Apenas uma carcaça vazia movida a engrenagens desconexas, que busca alívio nas palavras vãs de um desabafo doloroso.

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