Coexistir para ter sentido

Há um momento incontrolável de uma busca por alguém.

Não se sente mais completo e a visão que levanta diante de ti é da necessidade de encontrar alguém a quem se completar.

Estás buscando a ti mesmo…

Neste universo de pessoas carentes perdidas em aplicativos de corpos e necessidades expostas, mais pessoas machucam-se e veem-se sozinhas com seus ideais fantasiosos e egoístas. O pensamento que emerge dizendo-lhe que necessita de alguém é o mesmo pensamento egoísta que quer satisfazer apenas aos teus desejos e se por ventura se prende a alguém, em poucas semanas, esse mesmo sentimento egoísta estará fazendo que ambos sofram – logo, começarão a achar defeitos e não conseguirão suportá-los, pois não há real amor mútuo envolvido – e tudo o que antes idealizava, agora nada mais é que um livro com páginas rasgadas.

A necessidade de escrever neste momento, revela-me a necessidade de transformação. Como eu quero ser? Como eu quero ser para mim e como eu quero que as pessoas me vejam e qual a impressão que quero transmitir? Eu quero transmitir alguma coisa? Eu me importo com a forma de como as pessoas me veem? No momento que encontro comigo mesmo, diante de um espelho, estou defronte ao passado e ninguém quer se sentir preso a um passado, todos almejam viver o presente – ao menos, se estou correto.

Quanto mais almejamos alguém, mais estamos nos esquecendo de nós mesmos. Quando esquecemos de nós mesmos, esquecemos da nossa felicidade e do que nos faz bem e feliz e do que nos traz e dá prazer. Esquecer de nós mesmos é um ato falho e comum, mas é preciso atenção, há outras pessoas no jogo, ninguém vive completamente sozinho, sem comunicação, então, você está afetando diretamente alguém.

Toda transformação é necessária para um processo de amadurecimento.

Todo amadurecimento traz conhecimento e aprendizado.

Se nos permitirmos a tal transformação {mesmo que afetando o outro diretamente} conheceremos e veremos a nós mesmos diante de um propósito maior, que são os motivos pelos quais continuamos vivos. Se passarmos a partir deste ponto e tomar todas as pessoas que passam pela nossa vida como professores, só teremos a ganhar com esse processo evolutivo e de autoconhecimento.

Quando me permito a observar o outro, permito conhecer a mim mesmo. Não importa meu nome, importa a que me dedico. Não me importa saber onde, o que, ou com quem você estudou, estuda, trabalha ou trabalhou. Me importa saber o que sustenta o seu interior quando todo o resto desaba.

Por: Guilherme Faveri

Coexistir para ter sentido

Apenas uma carcaça vazia movida a engrenagens desconexas, que busca alívio nas palavras vãs de um desabafo doloroso.

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